Dono de lava-jato é preso suspeito de mandar matar jovem por não querer reconhecer paternidade de filho

Três pessoas foram presas suspeitas de envolvimento na morte de uma jovem que foi assassinada a tiros na BR-364, em Jaciara, a 142 km de Cuiabá. O resultado da investigação e as prisões foram divulgadas nessa quarta-feira (19) pela Polícia Civil de Jaciara.

Jakielly Pontes da Silva foi morta no dia 13 deste mês — Foto: Facebook/Reprodução
Jakielly Pontes da Silva, de 25 anos, foi encontrada morta no dia 13 deste mês depois que saiu do trabalho. Ela trabalhava como operadora de caixa em uma conveniência e o corpo dela foi encontrado embaixo da motocicleta dela às margens da rodovia.

Tiago Floriano de Paula mandou matar a jovem após não querer reconhecer
 o filho que teve com a vítima — Foto: Polícia Civil de Jaciara
A investigação apontou Tiago Floriano de Paula, de 30 anos, que é dono de um lava-jato na cidade e teve um relacionamento com Jakielly, foi o mandante do crime. Ele não queria reconhecer a paternidade do filho que teve com a vítima.

Os dois executores do crime também foram presos: João Vitor Pereira dos Santos, de 18 anos, e Gilmar Oliveira dos Anjos, de 25 anos. Os três suspeitos confessaram o crime.

Investigação

Segundo a Polícia Civil, Jakielly retornava do trabalho em uma moto quando foi surpreendida por dois homens que disparam cinco vezes na direção dela. A vítima morreu no local sem chance de ser socorrida. Os dois homens fugiram sem levar nada.

Motocicleta usada no crime foi apreendida pela polícia — Foto: Polícia Civil de Jaciara
A jovem era uma pessoa trabalhadora, mãe de três filhos, e não tinha rixas ou problemas que pudessem motivar o assassinato, conforme avaliou a polícia.

Os policiais civis descobriram que Jakielly havia entrado na Justiça com uma ação de reconhecimento de paternidade para que Tiago reconhecesse a paternidade do filho deles, de oito meses.

No dia 10 de setembro, durante uma audiência no fórum de Jaciara, Tiago se recusou a reconhecer voluntariamente a criança. Dois dias depois, Jakielly e Tiago forneceram material genético para exame de DNA. Na madrugada do dia 13, Jakielly foi assassinada.

Tiago foi localizado no lava-jato e negou qualquer tipo de envolvimento no crime.

Confissão

O delegado responsável pelo caso, João Paulo Praisner, pediu a prisão temporária do suspeito, que foi decretada e cumprida ainda no dia 13 de setembro.

Gilmar Oliveira dos Anjos confessou o crime — Foto: Polícia Civil de Jaciara
Ao ser interrogado novamente na terça-feira (18), Tiago confessou o crime. Afirmou à polícia que contratou os funcionários João Vitor e Gilmar para matarem a jovem.

Ele prometeu o pagamento de R$ 2 mil para João e R$ 1,5 mil para Gilmar.

A motivação, de acordo com Tiago, era porque Jakielly entrou na Justiça para o reconhecimento da paternidade do filho.

João Vitor Pereira dos Santos confessou que atirou na jovem
Foto: Polícia Civil de Jaciara
João Vitor e Gilmar também tiveram a prisão decretada e foram presos na quarta-feira (19). O primeiro foi preso tentando fugir de Jaciara e o segundo foi preso no lava-jato de Tiago.

Ao serem interrogados, eles confessaram o crime. João Vitor confessou que atirou na jovem e Gilmar afirmou que pilotava a moto usada no assassinato. Eles confirmaram em depoimento que foram contratados pelo patrão e que receberiam a recompensa em dinheiro.

A Polícia Civil pretende concluir o inquérito sobre o assassinato em 30 dias.

Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.