Maggi: Governo Temer não tem condições de resolver crise política

O ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP) declarou na manhã desta segunda-feira (9), em Cuiabá, que o Governo Michel Temer (MDB) não tem condições de colocar fim na crise política atual do Brasil.

O ministro da Agricultura Blairo Maggi: País necessita de um entendimento
(foto: ALAIR RIBEIRO/Mídia News)
Para ele, a crise do País teve início em 2016, com o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

“O Governo ao qual eu faço parte não tem condições de fazer isso, porque nós herdamos um Governo por meio do impeachment. Na cabeça das pessoas não temos a legalidade, mas temos a legalidade da Constituição. Então o Brasil passa por um problema”, disse.

Conforme o ministro, uma das faces da crise política vivenciada no Brasil foi o impasse no Judiciário no último domingo (8), quando o Tribunal Regional Federal da 4ª e a Justiça Federal de Curitiba (PR) travaram uma batalha de decisões a respeito da soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Como todos que assistiram ontem [domingo], ficamos todos boquiabertos. Como pode a Justiça estar desse jeito? Um libera, outro manda prender, gente que não tem nada a ver fala. É lamentável”, disse.

Blairo acredita que apenas um novo presidente poderá levar os Poderes a um entendimento nacional. “Acho que não só a Justiça, mas o Executivo e o Legislativo precisam ter um entendimento. E acho que esse entendimento virá com a eleição de um novo presidente”, afirmou. 

O impeachment que derrubou Dilma do cargo é classificado por partidos de esquerda como um golpe. Para Blairo, isso fez com que o Governo Temer tivesse baixa popularidade.

“Toda vez que tem impeachment, as consequências são muito graves, por muitos anos. Por isso devemos evitar ao máximo esse instrumento legal, jurídico e constitucional. Mas, estão aí as consequências de um impeachment que aconteceu no meio do caminho”, disse.

Soltura do Lula

Neste domingo, o desembargador plantonista do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), Rogério Favreto, ordenou a soltura do ex-presidente Lula.

Após a decisão, juiz federal Sério Moro e o relator da ação no TRF 4, João Pedro Gebran Neto, manifestaram-se contra a soltura e determinaram que a Polícia Federal se abstivesse de soltar o ex-presidente, que foi condenado a mais de 12 anos de cadeia por corrupção e lavagem de dinheiro.

Com o ato, Favreto emitiu novamente uma decisão ordenando a liberdade imediata no presidente. Mais tarde, o presidente do TRF-4, Thompson Flores, determinou que Lula permanecesse preso.

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