Por que a chave do Brasil no mata-mata da Copa é muito mais difícil

De um lado, dez títulos e 16 finais de Copa do Mundo. De outro, apenas duas taças e três decisões. Mas a história em Mundiais não é o único critério que mostra o desequilíbrio das chaves do mata-mata na Rússia: seja pelos craques, o ranking da Fifa ou mesmo dinheiro, há muita mais força em grupo do que no outro – pior para Brasil, França, Argentina e cia...

Troféu da Copa do Mundo na de 2018 na Rússia - © Getty
Os confrontos entre Uruguai x Portugal, França x Argentina, Brasil x México e Bélgica x Japão, que definirão um finalista, reúnem dez títulos mundiais – cinco brasileiros, dois uruguaios, dois argentinos e um francês. Já em Espanha x Rússia, Suécia x Suíça, Colômbia x Inglaterra e Croácia x Dinamarca, apenas duas conquistas – uma espanhola, outra inglesa.

Em decisões, a história do primeiro grupo é de novo bem maior, com 16 x 3. São sete finais do Brasil, cinco da Argentina e mais duas de Uruguai e também França. Já do outro lado, além das experiências únicas de Espanha e Inglaterra, a Suécia é a única outra a ter decidido uma Copa, uma vez.

O presente, contudo, também favorece as seleções com mais “camisa” nos Mundiais. Considerando, por exemplo, o ranking da Fifa, a posição média das equipes da mesma chave do Brasil seria o 14º lugar, sendo que o Japão é o único time fora do top 15. Já do outro lado, 21º posto, com apenas dois times entre os dez mais bem classificados.

Com a líder Alemanha eliminada, a melhor colocação é a do Brasil, segundo colocado no ranking, seguido pela Bélgica, terceira; Portugal, quarto; e Argentina, quinta; todas na mesma chave. Já do lado oposto, a seleção mais bem ranqueada é a Suíça, no sexto lugar, e depois a Espanha, décima.

O valor dos elencos de cada seleção das oitavas de final também desequilibra as duas chaves. Uruguai, Portugal, França, Argentina, Brasil, México, Bélgica e Japão têm times avaliados em 4,54 bilhões de euros (R$ 20 bilhões), quase 40% a mais que Espanha, Rússia, Suíça, Suécia, Colômbia, Inglaterra, Croácia e Dinamarca, que somam 3,25 bilhões de euros (R$ 14 bi).

Ainda nas cifras, apenas 12 jogadores no mundo têm avaliação superior ou igual a 100 milhões de euros no site especializado “Transfermarkt”. Nove deles estão do lado de Brasil, França, Argentina e cia; e só dois do outro – e um, Mohamed Salah, já foi eliminado com o Egito na primeira fase.

As duas maiores avaliações são de um brasileiro, Neymar, e um argentino, Lionel Messi, possíveis rivais em uma semifinal na Rússia e avaliados em 180 milhões de euros (mais de R$ 800 milhões). Já do outro lado, apenas dois ingleses integram esse grupo, Harry Kane, quarto jogador mais caro do mundo (150 milhões de euros), e Dele Alli (100 milhões).

As oitavas de final da Copa da Rússia começam neste sábado, às 11h (no horário de Brasília), com França x Argentina, jogo da chave mais forte. No mesmo dia, às 15h, pelo mesmo lado, se enfrentam Uruguai e Portugal. Já o agrupamento oposto tem seus confrontos se iniciando no domingo, também às 11h e 15h, respectivamente com Espanha x Rússia e Croácia x Dinamarca.

Fonte: ESPN

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