MT avalia pedir suspensão de pagamento de dívidas com União

O secretário de Estado de Fazenda Rogério Gallo afirmou que, caso a greve dos caminhoneiros se estenda por muito tempo, o Governo vai avaliar a possibilidade de pedir a suspensão temporária do pagamento de parcelas mensais de dívidas com a União.

O secretário Rogério Gallo, que citou reflexos de paralisação para arrecadação do Estado (Foto: Alair Ribeiro/MidiaNews)
O montante pago mensalmente, conforme o secretário, é de aproximadamente R$ 75 milhões.

A medida seria uma alternativa à queda de arrecadação do Estado, fruto da paralisação dos caminhoneiros, que teve início no último dia 21. De acordo com o secretário, números preliminares apontam queda, somente no comércio, entre R$ 7 milhões e R$ 8 milhões por dia.

“Temos que, primeiro, repassar o dinheiro dos Municípios, depois o Fundeb, temos que garantir o funcionamento dos Poderes [duodécimos] e pagar as dívidas com a União”, disse o secretário.

“Isso é, inclusive, um pleito dos governadores, porque se essa crise avançar muito, é pedir que a União suspenda o pagamento da dívida mensal que temos com os bancos federais e com a própria União. Só Mato Grosso paga R$ 75 milhões mensais para a União”, explicou Gallo.

Os valores, segundo ele, são relativos a operações de crédito contraídas junto ao BNDES, Caixa Econômica e Banco do Brasil.

O secretário admite, no entanto, que os governadores podem encontrar resistência do Governo Federal se o pleito de fato for levado a Brasília.

O pedido, conforme ele, será realizado somente se a paralisação se agravar nos próximos dias.

“Vamos monitorar a arrecadação até o dia 8 e esperamos que seja tudo regular e não tenhamos essa necessidade. Sabemos que há dificuldades em relação a essa proposta, porque são cláusulas contratuais que devem ser observadas, mas é o momento de excepcionalidade”.

“Então esse pedido será proposto ao Governo Federal, apenas se chegarmos ao limite, e esperamos que seja acolhido, caso essa greve se prolongue no tempo. Porque aí, de fato, afetará a arrecadação dos Estados que não têm outra fonte de recursos que não sejam impostos”, concluiu o secretário.

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