'Estão querendo jogar o nome da minha família no lixo', diz governador de MT

Um dia depois da prisão de dois primos dele, o governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), negou que o ex-secretário da Casa Civil Paulo Taques ainda tivesse influência no governo dele, um dos motivos da decretação da prisão, e avalia que o nome da família está sendo manchado.

“Estão querendo jogar o nome da minha família no lixo, isso não vou permitir”, disse.

Paulo e Pedro Jorge Zamar Taques foram presos nessa quarta-feira (9) suspeitos de participação em um esquema de fraudes no Departamento de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT), que teria desviado mais de R$ 30 milhões em dinheiro público, segundo o Ministério Público Estadual (MPE).

O governador afirmou ainda que Paulo Taques não tem influência no seu governo e que não mantém contato com o primo.

“Eu não converso com Paulo Taques há quase um ano”, afirmou.

Com relação à denúncia, o governador disse que o governo já tinha feito auditoria e constatado irregularidades, mas que não pode encerrar o contrato por causa de uma decisão judicial, com base em uma ação do MPE.

“A decisão da Justiça não permitiu a quebra de contrato, sob pena de multa para o estado”, argumentou.

O governador disse ainda que é favorável às investigações e à punição dos culpados.

“Se alguém cometeu crime, tem que ser investigado. Ninguém está acima da lei”, declarou.

Pedro Taques (PSDB) nega influência de Paulo Taques no governo (Foto: Francisco Alves/GCom/MT)
Operação Bônus

Além de Paulo e Pedro Jorge Taques, que é homônimo do governador, outras quatro pessoas foram presas nessa quarta-feira, durante a Operação Bônus, deflagrada pelo Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco). São elas: deputado estadual Mauro Savi (DEM) e os empresários Roque Anildo Reinheimer, Claudemir Pereira dos Santos, vulgo ‘Grilo’, e José Kobori.

A operação Bônus é resultado da análise dos documentos apreendidos na primeira fase da Bereré, dos depoimentos prestados no inquérito policial e colaborações premiadas.

A primeira fase da Operação Bereré aconteceu em fevereiro deste ano e investigava um esquema que desviou dinheiro do Detran, com o apoio de políticos, por meio de empresas de fachada.

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