Com arcos e flechas, índios bloqueiam rodovia, cobram pedágio e ameaçam PRF em MT

Índios da etnia Nhambikwara fazem bloqueio na BR-364, em Comodoro, há pelo menos duas semanas
(Foto: PRF-MT/Divulgação)
Cerca de 60 índios da etnia Nhambikwara bloqueiam o trânsito na BR-364, em Comodoro, a 677 km de Cuiabá, desde sexta-feira (4), com cobrança de pedágio dos motoristas que precisam passar pelo trecho do km 1243 da rodovia.

Eles cobram, entre outras coisas, melhorias no atendimento de saúde e nas estradas das aldeias.

Motoristas precisam pagar pedágio para prosseguir viagem na região (Foto: PRF-MT/Divulgação)
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF-MT), os manifestantes estão usando crianças e mulheres para impedir uma atuação mais enérgica da polícia e ainda ameaçam as equipes da PRF com arcos e flechas. No domingo (6), ao chegarem no local, os policiais teriam sido recebidos de forma hostil.

O pedágio cobrado pelo índios varia de R$ 30 a R$ 50, dependendo do tamanho do veículo, com direito a emissão de recibo.

Pedágio cobrado pelos indígenas varia de R$ 30 a R$ 50; motoristas recebem recibo (Foto: PRF-MT/Divulgação)
Os índios Nhambikwara deram início às manifestações com bloquei na rodovia há pelo menos duas semanas.

No último dia 2, a Justiça Federal, por meio da 2ª Vara Federal de Cáceres, a 220 km da capital, determinou a desobstrução da via, o que foi cumprido pela PRF.

Segundo a PRF, índios usam crianças e mulheres para impedirem atuação mais enérgica dos policiais
(Foto: PRF-MT/Divulgação)
De acordo com a polícia, uma reunião foi feita entre representantes da PRF, da Fundação Nacional do Índio (Funai) e lideranças indígenas, onde foi acordada a liberação da rodovia. Na ocasião, os índios foram informados da decisão judicial e dos avanços no atendimento das reivindicações.

Com o novo bloqueio, os indígenas descumprem a liminar da Justiça.

Policiais chegaram novamente à região no domingo (6) (Foto: PRF-MT/Divulgação)
Segundo a PRF, o policiamento no trecho foi reforçado para tentar evitar conflitos e o Ministério Público Federal (MPF), a Advocacia-Geral da União (AGU) e a FUNAI foram acionados para ajudar a cumprir a decisão judicial.


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