Jabutis se lembram do que comeram há 18 meses


Para ser lento também é preciso ser paciente. E os jabutis são especialistas nisso. Um estudo da Universidade de Lincoln, no Reino Unido, acaba de revelar que elas podem lembrar por até 18 meses o local exato de uma fonte importante de comida. A memória inclui informações detalhadas, como a quantidade e a qualidade do rango — do mesmo jeito que você sabe quais restaurantes dá para encarar e quais deve evitar na hora do almoço.

Biólogos já sabiam que os répteis eram capazes de voltar conscientemente aos lugares em que já haviam se alimentado antes, mas não faziam ideia de que eles faziam sua própria resenha de cada “restaurante” para não cair de novo em uma furada. Mesmo árvores específicas que dão frutos mais nutritivos são preferidas a exemplares da mesma espécie sem a mesma qualidade.

Para fazer os testes foram usados Jabutis-Piranga (Chelonoidis carbonaria). Eles aprenderam a associar uma grande quantidade de geleia de manga, seu alimento favorito, a papéis de uma determinada cor, e uma quantidade menor de geleia de maçã, não tão boa, a papéis de outra cor. 18 meses depois, apresentados apenas às cores, eles não tiveram dúvida: foram direto à que correspondia à manga.

A habilidade é muito útil. Ajuda a evitar caminhadas longas e decepcionantes, que gastariam energia sem necessidade, e evita que eles precisem reavaliar suas fontes de alimento novamente com a chegada de cada nova estação. “Memória de longo prazo é uma característica importante para animais que vivem por um longo tempo [jabutis vivem até 100 anos]“, explicou Anna Wilkinson, autora do artigo, ao Phys.org. “Principalmente se elas vivem em ambientes em que os recursos são distribuídos em manchas ou áreas de ocorrência, como florestas”.

Fonte: SuperInteressante
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